terça-feira, 25 de setembro de 2012
Evacuação médica de um tripulante do navio de pesca “Brites”
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Barcos do Museu

Os museus que falam do mar invocam a maritimidade de modos muito diversos. Mas é através dos barcos que guardam que os museus mais exprimem os múltiplos sentidos da identidade marítima. Ser do mar é senti-lo por conhecimento de experiência, gravando no corpo as proporções de um barco, de um apetrecho ou aparelho de caçada. Podemos ser do mar, também, se com ele construímos afiliações emotivas baseadas num sentimento estético ou resultantes do propósito racional de o decifrar e conhecer. Ser modelista ou artesão são coisas distintas. Construir um modelo assente em rigor de medidas ou na memória de formas são maneiras diferentes de ver e praticar o modelismo náutico.
O hábito ancestral de miniaturizar barcos e navios, prática que é hoje menos sagrada do que profana, supõe a necessidade de possuir um todo numa pequena porção de si; exprime o desejo de representar e ter um barco que só cabe no mar, mas que se procura reter em casa, na própria mão, ou no museu.
Barcos do Museu é uma exposição representativa das principais famílias de barcos que habitam nas coleções do Museu Marítimo de Ílhavo. Unidades em miniatura que resultam de doações de registo certo e incerto, muitas delas são modelos que remontam às origens do Museu, outras são de incorporação recente, fruto da reanimação da prática do modelismo náutico que o declínio das frotas de pesca e mercante acabou por gerar. Considerando os patrimónios do Museu e o território geocultural em que ele se insere, predominam as embarcações tradicionais da Ria de Aveiro. Outras se apresentam nesta exposição, incluindo as fluviais e estuarinas, além de alguns navios bacalhoeiros de pesca à linha.
Barcos do Museu é uma exposição celebrativa dos 75 anos de vida do Museu na medida em que convoca objetos de uma coleção que o tempo foi tecendo, entre a programação e o acaso. Num território onde a arte e o engenho modelistas sempre foram expressões contundentes da cultura do mar, esta exposição também significa uma homenagem a todos quantos deram ao Museu barcos que fizeram para si.
Álvaro Garrido - Museu Marítimo de Ílhavo
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
AIB preocupada com o futuro do sector de transformação do bacalhau.
O alerta partiu da Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB), que está preocupada com as "consequências desastrosas" desta alteração legislativa proposta pela Noruega e pela Dinamarca, que visa permitir a utilização de polifosfatos em peixe de salga húmida. O secretário-geral da AIB, Paulo Mónica diz que "a proposta vai contra a legislação comunitária", sublinhando que o que está em causa é a possibilidade de "usar aditivos químicos num produto 100 por cento natural". E elencou várias consequências para as empresas. Primeiro, porque o método de deteção destes aditivos "é complexo, demorado e não está totalmente validado". Por isso, as empresas só vão saber se a matéria-prima que usam tem estes químicos ou não na altura da secagem. Depois, porque se contiver polifosfatos a secagem do bacalhau será muito mais demorada. "Nalguns casos, será o dobro do tempo, o que terá custos acrescidos com a energia", explicou Paulo Mónica.
Por outro lado, os consumidores "não vão ter aquilo que procuram e a que estão habituados". Os consumidores terão um produto com "sabor e uma textura irremediavelmente alterados" e com muito mais humidade. "Vão comprar água ao preço do bacalhau", salientou o responsável da AIB. Paulo Mónica adiantou que a justificação apresentada pela Dinamarca e pela Noruega é a obtenção de "um produto mais branco", para ir ao encontro das exigências do mercado, mas afirmou que, no entanto, "não existe qualquer referência científica ao uso destes aditivos como agentes branqueadores". "Os polifosfatos são vulgarmente utilizados para retenção de água e nós estamos perante um produto que se baseia na desidratação do peixe", acrescentou. A AIB já fez chegar uma carta ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apelando à retirada da proposta e espera que o bom senso prevaleça. "Acreditamos que prevaleça o bom senso e que a proposta não passe ou seja retirada".
Segundo a AIB, "está em risco a própria indústria portuguesa de transformação", que emprega mais de 1800 trabalhadores, tem uma faturação de 400 milhões de euros e exporta quase 10 mil toneladas de bacalhau seco.
Fonte: Lusa. Declarações à Terra Nova.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Vídeo - 1966 - Pescadores Portugueses nos Grandes Bancos da Terranova
Documentário emitido pelo Canal 3 da Terranova, e elaborado pela CBC de St. John´s. Curiosamente narrado em inglês por um pescador oriundo da Póvoa de Varzim, este filme tem por "base" o navio-motor "Vila do Conde", e descreve em pormenor a relação dos pescadores portugueses com a cidade de St. John´s. É filmado no ano de 1966, data essa de fácil conclusão, visto o narrador mencionar que o seu navio "Vila do Conde" tem 11 anos, ou mesmo pelas dramáticas cenas do "Dom Denis" incendiado para afundar.
No ínicio, é abordada a partida de Lisboa e essas imagens parecem ser do mesmo grupo das que fariam o mítico "The Lonely Dorymen" ("Os Solitários Homens-dos-Dóris), da National Geographic, possivelmente um aproveitamento de imagens que não entraram naquele documentário.
Mais um documento de enorme valia, com legendas em português.
Link para o blog:
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Recyship inicia con éxito la descontaminación de barcos fuera de uso en Portugal
Foi-me pedido também que, caso hajam interessados em proceder ao desmantelamento das suas embarcações, para entrem em contacto com a Navalria.
Fica então aqui, em espanhol uma notícia sobre o projeto da Recyship:
-------
Recyship a Segunda-feira, 30 de Julho de 2012 às 11:53 ·

“El motivo de alegría es doble”, según explicaron en Reciclauto. Por un lado, se ha demostrado que “no estábamos equivocados” y que “es posible la gestión controlada y sostenible de un barco fuera de uso o BFU en Europa”, añadieron. Además, Miguel Ángel García Molina, director general de Reciclauto Navarra, comentó que “estamos muy satisfechos porque los prototipos en los que hemos trabajado estos tres años no solo han cumplido su función en su estreno en el puerto sino que, además, han superado todas las expectativas que habíamos puesto sobre ellos”.



Para eso, unos días antes del trabajo realizado en Portugal, representantes de Reciclauto Navarra S.L. acudieron a Madrid a la Feria Internacional del Urbanismo y del Medio Ambiente, TECMA 2012, donde anunciaron su intención de poner en marcha el próximo año no menos de seis instalaciones de gestión de BFUs, repartidas entre España y Portugal, con un tratamiento medio de cien mil toneladas al año y la generación de unos 55 puestos de trabajo, respectivamente.
EL FUTURO Y LA UE
Los resultados obtenidos en Aveiro confirmaron en su objetivo a los rectores de la empresa navarra que, en estos momentos, buscan inversores interesados en participar en su proyecto industrial. Una iniciativa que, insisten, “podría situar a España como líder en la descontaminación de barcos fuera de uso”.
Al tiempo, podría impulsar la generación de nuevos empleos en poblaciones y áreas de costa que han sufrido un importante proceso de desindustrialización, paro y exclusión social debido a los procesos de reconversión industrial que muchas de ellas protagonizaron en las últimas décadas del siglo pasado.

Todos aquellos interesados en conocer una secuencia completa del trabajo realizado en el astillero de Navalria en Aveiro pueden localizarla en este enlace web
http://www.recyship.com/
Fotografias do desmantelamento:
http://issuu.com/jesusjimenezjuango/docs/album_completo_reciclaje_en_portugal/1
domingo, 5 de agosto de 2012
Ilhavo Sea Festival #4 - Chegada do ALEXANDER VON HUMBOLDT II
As 14h13 já se podiam avistar os 3 enormes mastros deste veleiro:
Navegando lentamente, cruzou-se com a draga "Dravo Costa Dorada"
Construído em 2011, trata-se realmente do grande veleiro mais novo e um dos mais belos no Porto de Aveiro.

O "ALEXANDER VON HUMBOLDT II" acabou por atracar de braço dado com o "STS MIR", para depois poder ser visitado.Até à próxima!
sábado, 4 de agosto de 2012
Ilhavo Sea Festival #3 - Previsão de Chegada do ALEXANDER VON HUMBOLDT II
Fica aqui a dica para quem quiser assistir à entrada deste espectacular e ainda muito novo veleiro.
De referir que este veleiro em não é o famoso ALEXANDER VON HUMBOLDT de velame verde, mas sim o seu sucessor, um dos mais recentes navios de vela do mundo construído na Alemanha em 2011. Será, portanto, uma estreia aqui no Porto de Aveiro.
Pode seguir o navio aqui:
Até à próxima!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Ilhavo Sea Festival #2 - Mais 3 participantes
Por volta das 10h30, já se notavam no horizonte 3 mastros que se faziam mover lentamente.
Acompanhado pelos rebocadores "Monte da Lapa" e "Salinas de Aveiro" vinha o enorme "STS MIR" um navio de vela Russo, construído em 1987 em Gdańsk na Polónia.
Um majestoso navio, enorme com cerca de 109 metros.
Muito bem representada a Rússia neste evento!Não muito depois da entrada do STS MIR, entrou outro magnífico navio, o Polaco "Dar Młodzieży".

Desenhado por Zygmunt Choreń, o mesmo arquitecto naval que desenhou o STS MIR, este veleiro é mais velho, tendo sido entregue em 1981.








