No mesmo dia da saída do navio "Praia de Santa Cruz", entrou o "Madeiro" auxiliado pelos rebocadores "Mercúrio" e "Salinas de Aveiro" da empresa Tinita.




Há, pois, que acautelar este bem precioso que temos, e que sempre serviu não só os navios da marinha mercante, como também as enormes frotas de pesca que noutros tempos cruzavam esta Barra e davam vida a esta parte do nosso pequeno grande Portugal.
Longe do nosso desígnio, desse Lugre fundeado que nos espera e que já há muito fez soar o sino do regresso, vamos nós navegando nos piquenos dóris, sozinhos, envoltos pelo denso nevoeiro das dificuldades. Uns procurando salvar a sua alma, atiram ao mar o pouco pescado que tinham aliviando o dóri, outros, já sem forças, sucumbem com o Lugre ali tão perto. Poucos, com o dóri cheio até cima, arriscando a sua própria vida, remam com todas as suas forças, ouvindo ao longe o som do sino que não pára de tocar, tal é a aflição. É graças ao esforço destes que a pesca se vai mantendo. Que sirvam de inspiração, pois ainda é tempo, e o Lugre ainda não levantou ferro.
Até à próxima, e desculpem-me esta pequena história.






















